Tópico 26 · Sobreposição δn 1/2

O ciclo algorítmico do DEM: de posição a sobreposição

Até aqui, a sobreposição normal (δn) foi tratada como algo que "existe" quando as partículas se invadem. O software, porém, apenas manipula coordenadas. O DEM é um laço contínuo: a cada passo de tempo (Δt), executa-se a rotina a seguir para cada par de partículas i e j.

1
Atualização da posição
Integra-se a velocidade para encontrar os centros no novo instante (t+Δt), pelo Velocity-Verlet/leapfrog:
Xi(t+Δt) = Xi(t) + Ui(t+Δt/2)·Δt
Xi é o vetor (x,y,z) do centro e Ui a velocidade. O mesmo vale para j.
2
Vetor distância entre os centros
d⃗ij = Xi − Xj
Distância escalar (Teorema de Pitágoras em 3D):
dij = √[(xi−xj)² + (yi−yj)² + (zi−zj)²]
3
Equação da sobreposição (δn)
Compara-se a distância entre os centros com a soma dos raios:
δn = Ri + Rj − dij
Se dij = Ri+Rj, as esferas apenas se tangenciam: δn=0. Se dij < Ri+Rj, houve penetração e δn>0 (ex.: 0,02mm).
4
Teste condicional
Verifica-se o sinal de δn para decidir se há colisão ativa (ver código abaixo).
SE (δn > 0): Estado = "colisão ativa" → calcular as forças (Passo 5) SENÃO: Estado = "sem colisão" → força de contato Fn = 0
Prof. Cláudio Roberto Duarte — UFU · DEM & LIGGGHTS Fonte: dem_detalhamento.php — Tópico 26