No fluido de Euler só há forças normais (pressão) e gravidade. Nenhuma força tangencial (cisalhamento) → sem viscosidade.
O fluido ideal apenas não atravessa a parede (vnormal = 0), mas escorrega livremente ao longo dela (vtangencial ≠ 0). Sem não-deslizamento, sem camada limite, sem atrito, sem perda de carga.
Se nada freia o fluido, um corpo imerso sofreria arrasto ZERO — o que contradiz a experiência. Foi o sinal de que faltava algo.
A viscosidade (μ) e a condição de não-deslizamento (v = 0 na parede): Navier (1822) e Stokes (1845). A camada limite seria explicada por Prandtl (1904).