A primeira penetração entre duas partículas não depende da dureza do material: é puramente geométrica, governada pela velocidade e pelo passo de tempo (Δt). A física do material (mola e amortecedor) só passa a agir depois que essa penetração inicial ocorreu.
Com o módulo de Young real do aço e um Δt grande, a partícula invade profundamente a outra no primeiro passo. Multiplicando esse δn grande pela rigidez elevada, resulta uma força elástica muito alta; ao projetar a partícula para o passo seguinte, ela é arremessada a velocidades irreais e a simulação diverge.
Usar, por exemplo, 10% do TR garante que o Δt seja pequeno o suficiente para que a penetração inicial (δn,inicial) seja submicrométrica. A força da mola será proporcional e segura, aplicando uma frenagem suave e permitindo que a partícula continue penetrando nos passos seguintes, desacelerando gradualmente enquanto o amortecimento contabiliza a perda de energia segundo o coeficiente de restituição.