Densidade e módulo de Young constroem a identidade de uma partícula isolada. Em um sistema granular real (tambor rotatório, silo), as partículas colidem entre si e raspam contra as paredes o tempo todo — entram as propriedades de interação, que não dependem de um único material, mas da combinação de dois materiais em contato (soja×aço, vidro×vidro). O DEM exige três coeficientes por par de materiais.
Mede a fração da energia mecânica conservada após colisão frontal. Varia de 0 (perfeitamente inelástica) a 1 (perfeitamente elástica). Usado para calcular a força de amortecimento normal; quanto menor, mais rápido as partículas perdem velocidade ao colidir.
Como medir: Teste de Queda Livre (Drop Test) — partícula solta de altura fixa, câmera de alta velocidade mede a altura do ricochete.
Ordem de grandeza: superfícies não lubrificadas 0,30–0,95. Poliacetal em placa de aço ep≈0,90; grãos irregulares ep≈0,34.
Resistência máxima ao início do escorregamento relativo entre superfícies, resulta da deformação/rompimento microscópico das asperezas engatadas. No DEM atua como limite: calcula-se a força tangencial da mola virtual e corta-se quando ultrapassa μs — a partir daí a partícula desliza.
Como medir: plano inclinado (inclina-se até escorregar; μs é a tangente do ângulo); método do trenó (tracionar bloco com fios/polias).
Ordem de grandeza: 0,10–2,00, muito sensível a rugosidade/dureza do par.